terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Saudades!

Se um dia, já homem feito e realizado, sentires que a terra cede a teus pés, que tuas obras desmoronam, que não há ninguém à tua volta para te estender a mão, esquece a tua maturidade, passa pela tua mocidade, volta à tua infância e balbucia, entre lágrimas e esperanças, as últimas palavras que sempre te restarão na alma: minha mãe, meu pai.




Rui Barbosa

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

N E T O S - RAQUEL DE QUEIRÒZ




Netos são como heranças.

Você os ganha sem merecer.

Sem ter feito nada para isso.

De repente, lhe caem do céu...



O neto é, realmente,

o sangue do seu sangue,

filho do filho,

mais filho do que filho, mesmo...



“Os netos são filhos com açúcar”

Cinqüenta anos, cinqüenta e cinco...

Você sente, obscuramente,

que o tempo passou

mais depressa do que esperava.



Não lhe incomoda envelhecer, é claro.

A velhice tem suas alegrias,

as suas compensações.

Todos dizem isso,

embora você, pessoalmente,

ainda não as tenha descoberto,

mas acredita.



Todavia, também obscuramente,

sente que, às vezes, lhe dá aquela nostalgia da mocidade.

Do tumulto da presença infantil ao seu redor.



Meu Deus, para onde foram as suas crianças?

Naqueles adultos cheios de problemas

que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações,

você não encontra de modo algum

as suas crianças perdidas.



Sem dores, sem choros.

Aquela criancinha da qual você morria

de saudades, chega.

Símbolo ou penhor da mocidade perdida.

Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um Filho seu que lhe é devolvido.

E o espantoso é que todos lhe reconhecem

o seu direito de o amar com extravagância.



Ao contrário, causaria espanto, decepção,

se você não o acolhesse imediatamente

com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.



Sim, tenho certeza de que a vida nos dá netos para nos compensar de todas as perdas trazidas pela velhice.

São amores novos, profundos e felizes,

que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.



É quando vai embalar o menino e ele,

tonto de sono, abre o olho e diz: "Vó ",

que seu coração estala de felicidade,

como pão no forno!

domingo, 10 de julho de 2011


Reclama da vida quem está bem.
Quem está mal,cerra os dentes e segue em frente.
                          Zerbino-sobrevivente dos Andes

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

È bíblica a oração aos santos e a Maria?



Em nenhum lugar a Bíblia instrui os crentes em Cristo para que orem a qualquer um que não seja Deus. A Bíblia, em nenhum lugar, encoraja, ou mesmo menciona crentes pedindo a qualquer um no Céu por suas orações. Então, por que muitos católicos oram a Maria ou a santos, ou pedem suas orações? Os católicos vêem a Maria e aos santos como “intercessores” perante Deus. Eles crêem que um santo, que é glorificado no Céu, tem “acesso mais direto” a Deus do que temos nós. Por este motivo, se um santo entrega uma oração a Deus, isto é mais eficaz do que se nós orarmos diretamente a Deus. Este conceito é obviamente não-bíblico. Hebreus 4:16 nos diz que nós, crentes aqui na terra, podemos chegar “...com confiança ao trono da graça...”

I Timóteo 2:5 declara: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” Não há qualquer outro que possa ser mediador entre nós e Deus. Se Jesus é o ÚNICO mediador, isto indica que Maria e os santos não podem ser mediadores. Eles não podem mediar nossos pedidos de oração a Deus. Além disso, a Bíblia nos diz que o próprio Jesus Cristo está intercedendo por nós perante o Pai: “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25). Com o próprio Jesus intercedendo por nós, por que precisaríamos de Maria ou dos santos para interceder por nós? A quem Deus ouviria mais atentamente do que a Seu Filho? Romanos 8:26-27 descreve o Santo Espírito intercedendo por nós. Com o segundo e o terceiro membros da Trindade já intercedendo por nós perante o Pai no Céu, que necessidade poderia haver que Maria ou os santos intercedessem por nós?

Os católicos colocam que orar a Maria e a santos não é diferente de pedir a alguém aqui na terra que ore por você. Examinemos isto: (1) O Apóstolo Paulo pede a outros cristãos que orem por ele em Efésios 6:19. Muitas Escrituras descrevem os crentes orando uns pelos outros (II Coríntios 1:11; Efésios 1:16; Filipenses 1:19; II Timóteo 1:3). A Bíblia em nenhum lugar menciona qualquer pessoa pedindo por alguém no Céu para que ore por ela. A Bíblia em nenhum lugar descreve qualquer pessoa no Céu orando por quem quer que seja na terra. (2) A Bíblia não dá absolutamente nenhuma indicação de que Maria ou os santos possam ouvir nossas orações. Maria e os santos não são oniscientes. Mesmo glorificados no Céu, eles são seres finitos com limitações. Como poderiam ouvir as orações de milhões de pessoas? Todas as vezes que a Bíblia menciona orar ou falar com os mortos, é em um contexto de magia, bruxaria, necromancia e ocultismo – atividades que a Bíblia fortemente condena (Levítico 20:27; Deuteronômio 18:10-13). O único exemplo no qual se fala com um “santo”, Samuel, em I Samuel 28:7-19, Samuel não estava exatamente feliz em ser perturbado. É evidente que orar a Maria ou a santos é completamente diferente de pedir a alguém aqui na terra para que ore por você. Uma coisa tem forte base bíblica, a outra não tem qualquer base bíblica.

Não há qualquer base para que se peça àqueles que estão nos Céus para que orem por nós. Somente Deus pode ouvir nossas orações. Somente Deus pode responder nossas orações. Ninguém no Céu tem acesso maior ao trono de Deus do que nós mesmos, através da oração (Hebreus 4:16).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Nunca pare de sonhar/Gonzaguinha


Ontem um menino que brincava me falou
Hoje é a semente do amanhã
Para não ter medo que este tempo vai passar
Não se desespere, nem pare de sonhar
Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo, nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

No tempo dos quintais/Sivuca e Paulinho Tapajós




Era um vez um tempo de pardais
De verde nos quintais
Faz muito tempo atrás
Quando ainda havia fadas

No bonde havia um anjo pra guiar
Outro pra dar lugar, pra quem chegar, sentar,
De admirar e duvidar

Havia frutos num pomar qualquer
De se tirar do pé
No tempo em que os casais
Podiam mais se namorar
Nos lampiões de gás, sem os ladrões atrás
Tempo em que o medo se chamou jamais

Veio um Marquês de uma terra já perdida
E era uma vez, se fez dono da vida
Mandou buscar cem dúzias de avenidas
Pra expulsar de vez as margaridas
Por não ter filhos, talvez por nem gostar
Ou talvez por mania de mandar

Só sei que enquanto houver os corações
Nem mesmo mil ladrões podem roubar canções
E deixa estar, que há de voltar
O tempo dos pardais, no verde nos quintais
Tempo em que o medo se chamou jamais